

Capri é uma ilha italiana localizada no Mar Tirreno, no lado sul do Golfo de Nápoles, em frente à Península Sorrentina. Desde os tempos da República Romana, a ilha tem sido utilizada como uma espécie de resort. O nome Capri não é originado, como se pode imaginar, do latim “Capreae” (cabras), mas sim do grego “Kapros” (javali), já que foram eles os primeiros colonos registrados a povoar a ilha.
De acordo com o geógrafo grego Estrabão (63 a.C. ou 64 a.C. – cerca 24 d.C), Capri já foi parte do continente. Isso foi confirmado por pesquisas geológicas e arqueológicas.
A Cidade de Capri é maior centro populacional da ilha. A cidade já existe desde os tempos mais antigos. Evidências de assentamentos humanos já foram descobertos durante a Era Romana. De acordo com o escritor latim Suetônio (69 d.C. – 141), quando a vila do Império Romano Augusto estava sendo construída, foram descobertos ossos gigantes de armas de pedra. Escavações modernas têm mostrado que a presença humana na ilha pode datada para o Período Neolítico.
O Imperador Augusto construiu uma série de vilas em Capri. Neste caso, deve-se entender por “vila” como um grande palácio. A maior delas foi a Villa Jovis, hoje, uma dos mais bem preservados palácios da Itália. Foi lá que Augusto passou a residir, após se mudar definitivamente de Roma para Capri em 27 d.C., aparentemente por medo de ser assassinado. E foi lá que exerceu seu poder sobre o Império Romano até a sua morte, em 37. Segundo Suetônio, a Villa Jovis era o lugar onde o Imperador Tibério, antecessor de Augusto, e seu sobrinho Calígula praticavam selvagens orgias sexuais, impondo inúmeras crueldades contra seus escravos.
A Ilha Capri tem uma superfície de 10,36 km² e um perímetro aproximado de 17 quilômetros. O ponto mais elevado é o Monte Solaro, com 589 metros. A população estimada da ilha é de 13 mil habitantes, sendo que cerca de 7.000 vivem na Cidade de Capri e cerca de 6.000 vivem em outra comuna, Anacapri. Os dois portos da ilha, Marina Pequena e Marinha Grande (o principal), se localizam na Cidade de Capri. As principais características de Capri são retratadas em cartões postais, merecendo destaque as ruínas das vilas imperiais, os Faraglioni e a famosa Grotta Azzurra.
A Vila San Michele foi construída no século 20 por Axel Munthe (1857 – 1949), um médico sueco. Localizada a 327 metros acima do nível do mar, a vila dispõe de uma grande vista panorâmica e de jardins adornados por numerosas relíquias e trabalhos que remontam ao Egito Antigo e a outros períodos da Antiguidade. A já citada Villa Jovis se encontra no topo do Monte Tibério, a 334 metros de altitude, o que faz deste o segundo ponto mais alto de Capri. O acesso ao local só é possível a pé, o que envolve uma árdua caminhada de cerca de dois quilômetros, partindo da Cidade de Capri. Merece citação, ainda, o Parque de Filosofia de Capri, fundado no ano de 2000 pelo professor sueco Gunnar Adler-Karlsson e sua mulher. Localizado na periferia de Anacapri, o parque apresenta placas com frases de 60 diferentes filósofos ocidentais.
Os Faraglioni são três picos rochosos localizados ao sul de Capri, na baía de Nápoles. São os resultados de milênios de erosão pelo vento e pela chuva, associados com a força erosiva do mar. Cada um deles tem seu próprio nome. O primeiro, ainda ligado à ilha, com 110 metros de altura, é chamado de Stella; o segundo, com 80 metros de altura, é Faraglione di Mezzo e possui um arco em sua base; e o terceiro é Faraglione di Fuori ou Scopolo, com 102 metros de altura. Scopolo é o lar lagarto-azul (Lacerta viridens faraglionensis), e é o único lugar onde esta espécie pode ser encontrada.
Apesar da grande diversidade de lugares para se visitar, a Grotta Azzura, ou Gruta Azul, se destaca na Ilha Capri como o destino turístico mais famoso. A Gruta Azul é uma caverna marinha na costa da ilha. A luz do sol passa através de uma cavidade subaquática e brilha através da água do mar, criando um reflexo azul que ilumina a caverna. Há, ainda, uma entrada parcialmente submersa, onde os turistas podem adentrar de barco. A beleza da Gruta Azul foi descrita pelo escritor alemão August Kopisch, depois de lhe ter sido apresentada por um pescador local em 1826. Desde então, a Gruta Azul se tornou o emblema da Ilha Capri. A gruta já era conhecida pelos romanos, e os Imperadores que passaram por Capri a utilizaram como uma casa de banhos privada.




23 fevereiro 2010 às 11:37
É lindissíma Capri ,temos que voltar e rever esta maravilha.